Arquivo do mês: março 2009

E por falar em crise…

Um dos assuntos mais comentados da semana foi a sugestão dada pela oposição para que o Governo Lula implemente um gabinete de crise, de forma a ajudá-lo a gerir o atual momento da economia brasileira, que sofre influência da atual crise financeira mundial.  A Ministra Dilma rebateu prontamente a sugestão, dizendo que “hoje o Brasil inteiro tem de se voltar no combate à crise. Não é possível que fique se vendo debate eleitoral em tudo. Nós hoje temos uma preocupação central que é combater a crise. O governo do presidente Lula inteiro está comprometido. Essa política de gabinete de crise é a política de quem não segurou a barra e teve apagão”.

Pois bem, a Ministra respondeu à altura. A oposição perdeu uma boa chance de ficar calada. Já no PSDB, cuja crise-presidenciável é evidente, a idéia do Governador Aécio Neves em percorrer o Brasil em prévias com o Governador Serra é rechaçada pelo ex-presidente e presidente de honra do Partido, Fernando Henrique Cardoso.  FHC defende a escolha imediata do candidato que disputará 2010, o que por óbvio é mais inteligente.

Gabinete de crise

O que é? um gabinete de crise é uma das ações consideradas em um gerenciamento de crise. É recomendado em casos onde a organização é responsável pela própria conjuntura. Envolve gerenciamento de riscos e oportunidades, trabalho exclusivo em algum tema e acompanhamento diário da imprensa e, por consequência, uma comunicação específica.

No caso acima citado um gabinete de crise não teria muito efeito, visto que o problema da crise econômica extrapola o controle do governo. Diferentemente, por exemplo, da crise da dengue ou do caos da aviação, quando o Governo pode determinar ações específicas e tem maior controle das mesmas.

Incertezas ou a guerra das crises. Você está a salvo?

Segundo o Michaelis, crise pode ser assim definida (entre outras definições, mas recortei essas):

3 Momento crítico ou decisivo. 4 Situação aflitiva. 5 fig Conjuntura perigosa, situação anormal e grave. 6 Momento grave, decisivo.
Pois bem, CRISE é a palavra do momento. Onde quer que vc olha, tem uma crise! Calma, espera! não estou falando apenas da crise econômica global, causada pelo capital especulativo, dos bancos e empresas endividados, da classe trabalhadora pagando mais uma vez.

Falo da crise da vida adulta. Quando vc se dá conta, ela vem feito bola de neve. Todos os dias observo essa crise, que vem puxando uma série de outras…rs…Quando me acomete, deixo de viver por causa disso? claro que não. É interessante sentir? bom, há momentos em que não dá tempo nem de pensar sobre isso, é como cair num mar e não saber nadar e por instinto, vc luta, vai a superfície e pega um pouquinho de ar..e cai novamente. É um arsenal delas. Crises sem fundamento, crises justificadas, crises alheias, crises paradoxais, profissionais….existenciais, financeiras, governamentais, políticas. É muita crise!

Eu sinto que depois de tudo isso só algo muito bom ou muito melhor poderá vir. Não falo apenas de mim, falo de amigas e amigos. Quando gosto de alguém, gosto pra valer e observo. Quando posso e quando me sinto segura, converso com a pessoa, me abro e deixo-a a vontade para ela se abrir, se assim o quiser. Ofereço mão amiga. “Ah, mas tem uma série de coisas a se fazer na vida, não se tem tempo para crises pessoais…”, alguém poderia opiniar. É, é verdade…hoje vale muito do ado, ado, ado, cada um no seu quadrado.

Mas quem pensa junto e sofre junto tem mais amigo (adaptação livre da frase do meu amigo Vamp). Prefiro pensar assim. Para mim, todo esse momento conturbado de crises ao meu redor vai passar, de um jeito ou de outro. Para ensinar, amadurecer e fortalecer. A todos e todas que de alguma forma se identificam neste momento, o meu sincero abraço!

E vc, está a salvo?

Ao 8 de março, com luta!

O 8 de março é uma data muito significativa para a luta feminista. Esperamos ardentemente não ganhar flores no 8 de março. Muito menos parabéns…nossa! Não temos que receber parabéns pelo Dia Internacional da Mulher!!! Precisamos é de respeito. Ponto! Este dia representa a luta de mulheres pelo direito à vida, ao respeito, à igualdade de condições de sobrevivência e, claro, é um marco na luta social, cultural e sexual das mulheres.

Eu não vou dissertar linhas intermináveis sobre o feminismo. Prefiro evocar o mais recente e midiático caso sobre o machismo histórico imposto às mulheres. A pequena X, de 9 anos, estuprada pelo padrasto desde os 6 anos de idade, e grávida de gêmeos é mais um dos milhões de exemplos chocantes sobre o que o machismo é capaz de fazer com você, querida mulher!

A pequena X, os médicos que realizaram seu necessário aborto e sua família foram EXCOMUNGADOS da Igreja Católica. O arcebispo de Pernambuco disse hoje, em rede nacional, que o aborto é mais grave que o estupro. Bom….deve ser por isso que a Igreja faz vista grossa para os casos de pedofilia nojentos que cotidianamente acontecem nas suas igrejas, nos seus domínios, em todo o mundo, por padres asquerosos e doentes. O arcebispo também falou na necessidade de preservar “vidas inocentes”. E a vida da criança de 9 anos, estuprada e grávida por um acaso não é INOCENTE, Sr. Arcebispo?!?!?!?!?!??!?

A Igreja não irá compreender nunca. Nós, sociedade, é que necessitamos compreender e enfrentar esse tipo de abuso. Logicamente, para a Igreja, a mulher pode ser o mais moderna possível, desde que mantenha sua inexorável função de subserviência reprodutiva. Além, é claro, de manter a família unida, garantir a missão da boa educação dos filhos e enfim….Ela necessita ser sacrificada, a qualquer custo, em nome do santo poder da reprodução humana. Mesmo que seja apenas uma criança de 9 anos. Não interessa sua idade, não interessa suas condições de saúde, não interessa os Direitos Humanos. ELA É MULHER E COMO TAL PRECISA GARANTIR A CONTINUAÇÃO DA ESPÉCIE.

É incrível, realmente.

O 8 de março é uma data de luta, de celebração de conquista e lembrança dos diversos desafios impostos às mulheres. Por hora, deixo esse vídeo muito legal, cheio de imagens de mulheres lutadoras em todo o mundo!

E você, o que pensa?